Logo Lamar


Projeto de Lei do deputado Ismael Crispin garante avanço na regularização ambiental em Rondônia

Durante a sessão extraordinária da última terça-feira (20), a Assembleia Legislativa de Rondônia derrubou o veto total ao Projeto de Lei 1.064/2025, de autoria do deputado estadual Ismael Crispin (PP), que estabelece normas complementares ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) no estado.

A proposta foi construída com base no Código Florestal Brasileiro e trata exclusivamente da recomposição ambiental. O projeto não autoriza desmatamento, não permite supressão vegetal e não fragiliza a proteção ao meio ambiente, garantindo segurança jurídica aos produtores rurais e respeitando a realidade dos municípios que já possuem grande parte do seu território preservado.

- Advertisement -

Durante sua defesa em Plenário, o deputado Ismael Crispin foi enfático ao destacar a constitucionalidade da matéria. “Nós estamos falando de matéria ambiental, não é matéria que guarda reserva de exclusividade, é uma matéria de competência concorrente, portanto nós temos a possibilidade de apresentar o projeto para ser discutido nesta Casa. A Procuradoria-Geral do Estado, quando analisa a nossa proposta, avalia os aspectos constitucionais, e é dela o parecer que diz que não há inconstitucionalidade formal nem material”, afirmou.

O parlamentar explicou que o projeto é uma norma complementar ao Código Florestal e busca regulamentar a realidade de Rondônia, que possui cerca de 80% do seu território em áreas de reserva. “O Código Florestal Brasileiro já trata disso. O que estamos fazendo é uma norma complementar. Nós vamos regulamentar no estado municípios que têm grandes áreas de reservas e terras indígenas, como Guajará-Mirim, onde mais de 50% do território já é área de reserva”, destacou.

Ismael Crispin também reforçou que o projeto não abre qualquer possibilidade para desmatamento. “Aqui não há que se falar em dar possibilidade para desmatamento ou supressão vegetal. Nada disso. É exclusivamente para fins de recomposição”, afirmou.

Para exemplificar, o deputado utilizou uma linguagem didática durante a sessão. “Se o produtor derrubou 10 alqueires e tinha obrigação de manter 8, ele não precisa recompor 80% novamente. De acordo com o Código Florestal e com o que estamos votando ao derrubar o veto, ele pode fazer a recomposição de apenas 50%, sempre observando a legislação federal”, explicou.

Outro ponto destacado no discurso foi a discordância em relação ao argumento de que não haveria interesse público. “O parecer diz que não há interesse público, e eu discordo. Pode não haver interesse da máquina do Estado, pode não haver interesse do Estado, mas interesse público há. Porque quem precisa fazer essa recomposição está em municípios como Guajará-Mirim, Alvorada do Oeste, São Francisco do Guaporé e Espigão do Oeste, e essas pessoas sabem da importância dessa matéria”, declarou.

Após as discussões, o veto foi derrubado pelo Plenário, permitindo que o projeto avance e se consolide como um marco importante para a política de regularização ambiental em Rondônia.

Texto: Laila Moraes I Jornalista
Foto: Thyago Lorentz I Secom ALE/RO

Mais notícias sobre cidades de Rondônia






Homem é flagrado por câmera abusando de jumenta. VEJA VÍDEO

Um homem foi flagrado por câmeras de segurança enquanto praticava abuso contra uma jumenta na Ilha de Itamaracá, no litoral norte de Pernambuco. O...

VÍDEO: BR-364 em Rondônia recebe 30 radares, mas usuários aguardam obras de duplicação

A BR-364 em Rondônia ganhou 31 novos radares de fiscalização eletrônica de velocidade no trecho entre Porto Velho e Vilhena. A instalação dos equipamentos...

Semeia participa de qualificação que aborda produção de mudas, manejo de viveiros e recomposição ambiental

A equipe técnica da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia), da Prefeitura de Ji-Paraná, participou nos dias 11 e 12 de março de uma...
Pular para a barra de ferramentas