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Ji-Paraná intensifica ações no enfrentamento à hanseníase com foco na descentralização e cuidado humanizado

O município de Ji-Paraná segue avançando no enfrentamento à hanseníase com a implementação de estratégias que fortalecem a Atenção Primária à Saúde e garantem maior acesso ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos casos. Na última semana, a Coordenadora dos Programas Estratégicos do Departamento de Atenção Básica, Camila Schirmer Barbosa, realizou o repasse de informações às equipes multiprofissionais (E-Multi) dos dois distritos sobre a implantação da Oficina de Autocuidado em Hanseníase, prevista para iniciar em outubro de 2025.

A iniciativa tem como objetivo qualificar as práticas assistenciais e promover o cuidado humanizado às pessoas acometidas pela doença. Segundo a coordenadora, os grupos de autocuidado serão conduzidos por profissionais capacitados e vão integrar ações de educação em saúde, apoio psicossocial e orientações sobre o manejo clínico e a prevenção de incapacidades, ampliando a atuação multiprofissional no atendimento aos usuários.

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A diretora do Departamento de Atenção Básica, Aline Lara de Carvalho, destacou a importância de envolver toda a rede de Atenção Primária no combate à hanseníase.

“A temática é sensível, exige acolhimento, escuta qualificada e atualização técnica constante dos profissionais. Essa oficina é um passo importante para fortalecer a atuação da E-Multi no cuidado integral e humanizado”, afirmou.

A diretora também reforçou que Ji-Paraná está em processo de descentralização dos atendimentos em hanseníase, como estratégia para facilitar o acesso da população ao diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento contínuo. Essa descentralização contempla a capacitação das equipes das 14 Unidades Básicas de Saúde (UBS), a formação de grupos de autocuidado e a integração da hanseníase como prioridade nas ações das equipes da Estratégia Saúde da Família e da E-Multi.

“A descentralização é fundamental para reduzir o tempo entre os primeiros sintomas e o diagnóstico, evitando sequelas, quebrando barreiras de estigma e ampliando o acesso aos serviços de saúde”, completou Aline.

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, de notificação compulsória, que pode causar danos neurológicos irreversíveis se não diagnosticada e tratada precocemente. Além dos impactos físicos, a doença também afeta emocionalmente os pacientes, exigindo um cuidado multiprofissional sensível e resolutivo.

A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que, ao perceber manchas na pele com perda de sensibilidade, formigamento ou dormência em extremidades, a população procure a UBS mais próxima para avaliação. Atualmente, Ji-Paraná conta com 14 Unidades de Saúde com equipes preparadas para o acolhimento e condução dos casos, além do suporte das equipes multiprofissionais que atuarão diretamente com os grupos de autocuidado.

A iniciativa integra o compromisso da gestão municipal com a vigilância ativa, o enfrentamento de doenças negligenciadas e a promoção de uma Atenção Primária mais equitativa, eficiente e próxima das reais necessidades da população.

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