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Defesa Civil de Ji-Paraná realiza primeira reunião pré-cheia para alinhar ações de enfrentamento a enchentes

A Defesa Civil de Ji-Paraná realizou, há algumas semanas, a primeira reunião pré-cheia com o objetivo de alinhar as ações preventivas e operacionais que deverão ser adotadas em caso de enchente no município. A reunião foi convocada pela coordenadora da Defesa Civil, Meira Zanettin, reunindo secretarias municipais e instituições parceiras que atuam diretamente no atendimento à população durante períodos de cheia.

Participam desse trabalho integrado a Secretaria Municipal de Assistência Social e Família (Semasf), a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp), a Secretaria Municipal de Educação (Semed), a Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária (Semagri), a Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan), a Secretaria Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal (Sempba), além do Corpo de Bombeiros Militar.

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Durante a reunião, foram definidos os papéis de cada órgão em caso de elevação do nível do rio. A Defesa Civil reforça o alerta para que moradores de áreas de risco acompanhem constantemente o nível do Rio Machado e entrem em contato com o 193 assim que perceberem a elevação da água, antes que ela invada as residências. Essa comunicação antecipada permite que o município atue de forma preventiva, evitando perdas maiores.

Nesse contexto, a Semosp é responsável pela retirada de móveis e bens das residências atingidas. O Corpo de Bombeiros Militar atua no resgate das vítimas. Já a Semagri, Semed e Semplan prestam apoio com veículos e servidores para auxiliar na retirada das famílias das áreas alagadas.

A Sempba tem um papel fundamental no acolhimento dos animais das famílias afetadas. Cães, gatos, cavalos e outros animais são recolhidos, encaminhados para a secretaria e recebem suporte alimentar e de saúde até que possam ser devolvidos aos seus tutores após a normalização da situação.

A Semasf é responsável pelo atendimento social, garantindo alimentação às famílias atingidas, tanto àquelas que permanecem em suas residências, quando a água atinge a rua, mas não invade a casa, quanto às famílias que precisam deixar seus lares. Quando há necessidade de acolhimento, o abrigo geralmente é montado no Ginásio de Esportes Adão Lamota, onde são fornecidos alimentos, água e apoio social.

De acordo com a Defesa Civil, nesta segunda-feira, 5 de janeiro, o nível do Rio Machado estava em 8,82 metros, considerado tranquilo. O município entra em estado de atenção a partir dos 10 metros. Apesar disso, o período atual é historicamente marcado por cheias, com registro de chuvas frequentes, o que exige atenção redobrada da população.

A Defesa Civil orienta que as famílias que vivem em áreas tradicionalmente afetadas por enchentes permaneçam atentas e adotem medidas preventivas, evitando perdas de móveis, bens e prejuízos maiores. O trabalho antecipado e integrado das secretarias tem como objetivo garantir resposta rápida, segurança e assistência à população sempre que necessário.

Texto: Natália Pessoa

Assessoria

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