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Ex-prefeito é condenado a 14 anos por tentar matar radialista a tiros na BR-364, em Rondônia

O ex-prefeito de Governador Jorge Teixeira, João Alves Siqueira, conhecido como João Paciência, foi condenado nesta terça-feira, 25 de novembro, a 14 anos e 7 meses de prisão em regime inicialmente fechado pela tentativa de homicídio contra o radialista Hamilton Alves. A decisão foi proferida após julgamento no Tribunal do Júri, realizado no Fórum Ministro Víctor Nunes Leal.

A condenação refere-se ao atentado ocorrido em 20 de abril de 2018, na BR-364, em um trecho conhecido como “Curva da Morte”. Na época, Hamilton seguia em sua caminhonete quando foi surpreendido por dois executores que emparelharam com seu veículo e efetuaram seis disparos de arma de fogo. Mesmo ferido, o radialista tentou manter o controle da direção, mas caiu em uma ribanceira. Ele foi socorrido por populares e transferido para Porto Velho devido à gravidade dos ferimentos.

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As investigações apontaram que o ex-prefeito encomendou o atentado, motivado por críticas, denúncias e cobranças feitas pelo radialista em seu programa “Abrindo o Jogo”. Gravações ambientais revelaram negociações sobre a continuidade do crime, reforçando o envolvimento de João Paciência como autor intelectual. Ele também estava próximo ao local no dia da tentativa, o que contribuiu para sua responsabilização.

Durante o julgamento, os promotores Dr. Marcos Alexandre de Oliveira e Dr. Luís Thiago Fernandes apresentaram provas consideradas contundentes pelo Júri, incluindo áudios e elementos que confirmavam a premeditação. João Paciência também respondia por uma segunda tentativa de homicídio contra Antônio Nunes Fernandes, o Nunes da Emater, mas foi absolvido dessa acusação após defesa realizada pelo advogado Rooger Taylor.

A sentença foi anunciada por volta das 21h pelo juiz Haroldo de Araujo Abreu Neto, determinando que o ex-prefeito inicie o cumprimento da pena em regime fechado. Para o Ministério Público, a decisão representa uma resposta firme contra ataques a profissionais de imprensa e servidores públicos.

Após o julgamento, o promotor Dr. Marcos Alexandre afirmou que a decisão “representou a justiça sendo aplicada”. Já o promotor Victor Ramalho Monfredinho ressaltou a importância de punir com rigor crimes que buscam silenciar comunicadores e impedir a divulgação de irregularidades.

A condenação reforça a gravidade de crimes praticados com motivação política e contra a liberdade de imprensa, reafirmando a necessidade de proteção a profissionais que atuam na fiscalização e denúncia de irregularidades no serviço público.

Fonte: Portal de Rondônia

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